Metodologia

Os critérios de avaliação foram formulados com base em princípios e acordos internacionais conforme estabelecidos na metodologia do Fair Finance Guide International e denominados como elementos de avaliação, que medem a preocupação das instituições financeiras com os aspectos ambientais, sociais e econômicos de seus investimentos e empréstimos.

Os elementos de avaliação são formulados de forma a acompanharem o progresso das políticas do banco. Por isso há elementos que abordam questões mais triviais, de fácil integração, questões intermediárias, e, por fim, padrões mais avançados. Estes últimos demonstrariam já um comprometimento evoluído do banco com a responsabilidade socioambiental e se refletiriam uma nota mais alta.

Esquema de pontuação

A pontuação dos bancos em cada tema foi obtida a partir de suas notas em cada um dos elementos que a compõe. Para pontuar em um elemento, inicialmente, verifica-se a presença do conteúdo do elemento de avaliação nas políticas do banco, concedendo então uma pontuação básica (chamada de Conteúdo da Política), que é binária (0 ou 1) e corresponde a 50% da nota do elemento.

Os 50% restantes da nota de cada elemento dependem da existência de políticas e práticas (descritas nos documentos do banco disponíveis ao público) que garantam a consideração desse elemento em cada uma das quatro modalidades de investimento (12,5% cada): créditos corporativos, project finance, investimentos proprietários e gestão de recursos de terceiros (asset management).

Em todos os casos, a pontuação também é binária (0 ou 1). Se a instituição financeira não é ativa em determinado setor avaliado ou não possui uma das modalidades de investimento, é atribuído um ‘n.a.’ (não aplicável) e este setor ou modalidade não é considerado para o cálculo da pontuação final.

A figura abaixo ilustra o cálculo da pontuação dos elementos no tema Direitos Trabalhistas:

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Para a coluna ‘Iniciativas e padrões aplicáveis’ é atribuída uma pontuação de “1” caso o banco seja signatário ou tenha aderido a iniciativas internacionais como os Princípios do Equador, Pacto Global das Nações Unidas, Padrões de Desempenho do International Finance Corporation (IFC), entre outros. Essa pontuação garante automaticamente um ponto para a coluna Escopo da Política. O objetivo dessa pontuação é premiar o banco por incluir diretrizes internacionais em suas políticas, demonstrando seu comprometimento com as questões socioambientais relativas ao elemento em análise.

O escopo da aplicação de cada elemento às modalidades de investimento é materializado no percentual chamado de Escopo da Política. A pontuação final do elemento reflete este escopo.

Excepcionalmente, no tema Setor Imobiliário e Habitação, além das quatro modalidades de investimentos detalhadas acima, inclui uma quinta coluna referente a financiamento imobiliário.

Nos temas Direitos do Consumidor e Inclusão Financeira, a ferramenta de avaliação não é aplicada às modalidades de investimentos da instituição financeira, mas sim para os seguintes produtos disponibilizados aos clientes: conta corrente e poupança; crédito rotativo; empréstimos pessoais; empréstimos imobiliários e investimentos pessoais e seguros.

Já para o tema Remuneração, as quatro dimensões de avaliação do escopo são, ao invés das modalidades de investimento, os grupos de colaboradores aos quais as políticas de remuneração são aplicáveis: todos os funcionários; conselho de administração; diretoria executiva; e tomadores de risco.

A pontuação total de cada tema é determinada pela média aritmética da pontuação do banco nos elementos que compõem o respectivo tema, multiplicando-se esse resultado por 10.

A imagem abaixo exemplifica o cálculo do resultado de um banco.

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A versão executiva da metodologia pode ser acessada aqui.

 

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