Ex-tesoureiro de agência da Caixa vai responder por desvio de R$ 142,7 mil

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Segundo o MPF, crime ocorreu em agência de Santa Cruz das Palmeiras, SP.
Se for julgado culpado, homem poderá ser condenado a 12 anos de prisão.

O ex-tesoureiro de uma agência da Caixa Econômica Federal em Santa Cruz das Palmeiras (SP) terá de responder pelo suposto desvio de R$ 142,7 mil da unidade. O caso foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) e aceito pela Justiça Federal em São Carlos (SP). Procurado pelo G1, o funcionário, que não tem um advogado designado para o acompanhamento do processo, não foi localizado para comentar o caso.

Segundo o MPF, o crime foi descoberto após o funcionário sofrer um infarto e ter de se afastar. Ao efetuar a contagem do dinheiro da agência, seu substituto percebeu que os números não coincidiam e, depois de novas verificações e da constatação de que não haviam sido cometidos erros de lançamento contábil, foi confirmado o desfalque.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a gerência da unidade promoveu uma auditoria e encontrou uma planilha do funcionário com valores classificados como “diversos”. A soma das quantias totalizou R$ 141 mil, valor próximo ao da diferença nas contas da unidade, e, após a instauração de um processo disciplinar, o tesoureiro foi demitido.
“A qualidade do denunciado de funcionário público detentor de função de confiança permitia-lhe ter acesso aos valores depositados em sua seção administrativa sem a vigilância de terceiros”, escreveu o procurador da República Ronaldo Ruffo Bartolomazi, autor da denúncia.

Para ele, em caso de condenação, o prazo da pena - que para peculato varia de dois a 12 anos de prisão, além de multa - deveria ser estendido em um terço devido ao posto ocupado pelo réu na época do desvio.

Caixa

O banco informou, por meio de nota de sua assessoria de imprensa, que adota medidas de proteção e colabora com a apuração de irregularidades. "A Caixa Econômica Federal possui mecanismos de controle e de proteção do patrimônio da instituição e de seus clientes. Toda e qualquer situação irregular eventualmente encontrada é objeto de imediata investigação interna, com envio posterior, se for o caso, de ofícios à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, para apuração".

Fonte: G1

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